Na Inglaterra do século XVIII, as mulheres se casavam com a obrigação de dar um filho homem a seu marido. O filme “A duquesa” mostra muito bem o conflito de alma da personagem baseada em fatos reais, abdicando ao amor, seus sonhos e felicidade para seguir a moral da época. Tinha tudo e nada ao mesmo tempo.
Já no século XXI, migrantes de origem asiática convivem com outras etnias em bairros do subúrbio americano e um idoso solitário vê sua vida mudar ao abrir seu coração a novas realidade a partir de conversas com Sue, a filha da família oriental no filme “Gran Torino” de Clint Eastwood. Ela ajuda a dar novo sentido a sua vida. Somos todas Sues no mundo e na nossa vida cotidiana.
No mesmo século XXI, onde as mulheres deveriam ter conquistado direitos iguais, quando temos até um dia no calendário, uma criança de 9 anos necessita passar por um aborto para sobreviver depois de ter sido violentada durante anos por seu padrasto no Brasil. A igreja excomungou sua mãe por permitir isso.
Que mundo teremos se ao invés de ter liberdade concreta e respeito ético temos uma liberdade fake, concedida quanto interessa e por que acha ser seu dono? Estamos evoluindo ou andando para frente e para trás?
Somos conectoras, geradoras e nutridoras neste planeta. Por favor, vamos agir como tal e exigir nosso lugar. Chega de resignação, tolerância e paciência.

