Não tem jeito, quando vejo já estou escrevendo sobre um filme…desta vez uma descoberta na locadora que me surpreendeu com seu ritmo poético, a cidade fotografada com delicadeza, personagens profundos em seus sentimentos envoltos num figurino clean e chique até o último fio de tecido. De copiar e anotar os itens para a listinha dos “must have”: casacos estruturados, chapéus, vestidos estampados de seda, lingerie confortável , calças de lã com caimento impecável, sapatos em couro de cor marrom avermelhado tipo oxford.
O nome do filme em português é “Um amor sublime” (2007), mas em inglês ele é All God’s Children Can Dance. Dirigido por Robert Logevall, o filme se baseia num conto do mesmo título de Haruki Murakami. Notável a influência dos filmes de Wong Kar-Wai.
A busca de um rapaz pelo seu pai não é uma história nova, nem o desejo de ser amado que é ponto comum entre todos os outros personagens. Contar histórias requer criatividade no modo, pois o conteúdo já é sempre conhecido em algo.
Uma cidade de Los Angeles num ritmo diferente. Seus espaços, seus bairros, sua população em foco. Os sonhos e buscas dos seus moradores em cores e contrastes que são de alimentar os olhos e alma.

