Esse é o número de mulheres viúvas na Índia pelo censo de 2001.
Além de ignorar esse fato eu ignorava completamente suas condições de vida.
Foi assistindo ao filme “‘As margens do rio sagrado” (2008) da diretora Deepa Mehta que fiquei sabendo que elas são literalmente excluídas da sociedade por suas famílias. Isso acontecia e acontece ainda porque nos textos sagrados está escrito que uma viúva somente pode depois da morte do seu marido: ou morrer com ele, ou viver uma vida de total privação e castidade até sua própria morte.
O filme é tocante. Principalmente porque a personagem principal é Chuya, uma menina de 8 anos, que já é viúva e passa a viver como tal em 1938.
Gandhi questionou legamente essa situação mudando as leis. Aparentemente ela se perpetua pela continuidade das tradições religiosas e as vantagens que elas trazem.
Ou como diria o jovem advogado Narayhan no filme: “Uma boca a menos para alimentar, um espaço a mais nas casas das famílias. O que chamam de religião é no fundo puro dinheiro!”
Um alerta para as mulheres do mundo.

